Não se inicia frase com pronome oblíquo!

Tenho certeza, e nem precisa ser absoluta – pois seria uma redundância, de que todos nós já ouvimos ou dissemos alguma frase começando com um pronome oblíquo, coisas do tipo: “ME DIGA UM NEGÓCIO!”; “ME FAÇA UM FAVOR!”; ME AJUDE AQUI!”…

Certamente, sem esquecer a diferença da linguagem escrita para a linguagem falada, devemos manter as regras que regem essa situação: NÃO SE INICIA FRASE COM PRONOME OBLÍQUO, ou seja, a partir de hoje, vamos dizer/escrever:

DIGA-ME…; FAÇA-ME…; AJUDE-ME…; DÊ-ME… [Combinado?]

A propósito, alguém pensou em me pedir: “ME DÊ UM EXEMPLO?” Creio que não!

O certo é DÊ-ME UM EXEMPLO!

É isso, o exemplo já foi dado!!!




Te peguei! (Errado)

Há muitas frases como a apresentada no dia a dia: “te telefono”, “te amo”, “te pego mais tarde”, etc, etc, etc. O problema de todas elas é a colocação pronominal, pois não se pode começar frase com pronome oblíquo átono (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes). Devem-se colocar esses pronomes antes do verbo, quando houver uma palavra atrativa; são elas:

-advérbio: “Amanhã lhe telefonarei.”;
-pronomes indefinidos: “Alguém lhe telefonou.”;
-pronomes relativos: “A garota que me telefonou é prima de Alderberto.”;
-pronomes interrogativos: “Quem me telefonou?”;
-pronomes demonstrativos neutros: “Isso me convém.”;
-conjunções subordinativas: “Embora me tenha telefonado, não a procurarei.”

Ou ainda nos seguintes casos:

01) Em frases exclamativas ou optativas (que exprimem desejo):
“Quantas injúrias se cometeram naquele caso!”
“Deus te abençoe, meu amigo!”

02) Em frases com preposição “em” + verbo no gerúndio:
“Em se tratando de gastronomia, a Itália é ótima.”
“Em se estudando literatura, não se esqueça de Carlos Drummond de Andrade.”

03) Em frases com preposição + infinitivo flexionado:
“Ao nos posicionarmos a favor dela, ganhamos alguns inimigos.”
“Ao se referirem a mim, fizeram-no com respeito.”

04) Havendo duas palavras atrativas, tanto o pronome poderá ficar após as duas palavras, quanto entre elas.
“Se me não ama mais, diga-me.”
“Se não me ama mais, diga-me.”

Agora você deve estar se perguntando: “Qual deve ser, então, a forma certa de se dizer a frase apresentada?”.

Respondo-lhe: “Peguei-te!”. Credo! Que coisa horrível! Realmente fica deselegante dizer isso. O ideal seria reestruturar a frase, para evitar essa expressão desagradável, como, por exemplo:

    * Peguei você! (Correto.)

 

Fontes:

http://blog.tribunadonorte.com.br/gramaticando/675

http://vestibular.uol.com.br/duvidas-de-portugues/te-peguei.htm

 

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